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Meio natural

 

O Relevo

Os Grandes Conjuntos de Relevo

As Principais Formas de Relevo

Dinâmica do Litoral

Qual o Papel da Acção Erosiva do Mar na Evolução do Litoral?

Quais as principais formas de relevo litorais?

Quais as diferentes utilizações que o ser humano faz do litoral?

Como proteger o Litoral?

 

Dinâmica de uma Bacia Hidrográfica

Quais são os elementos topográficos associados a uma bacia hidrográfica?

Erosão Fluvial

Como é feita a utilização do solo de uma bacia hidrográfica pelo ser humano?

Quais os impactos numa bacia hidrográfica resultantes da construção de uma barragem?

Como evitar a degradação das Bacias Hidrográficas?

 

 

 

 

Meio natural

 

O conhecimento da diversidade do meio natural constitui a base de compreensão das interacções entre o ser humano e o ambiente.

Compreender a dinâmica dos processos que ocorrem no território, permite a percepção da sua génese e da sua evolução, tornando-nos mais competentes para actuar no meio em que vivemos.

 

Relevo

A grande diversidade de paisagens que encontramos em toda a superfície terrestre, caracteriza-se também pelo RELEVO.

O que é o RELEVO?

O relevo é o conjunto das irregularidades que a superfície terrestre apresenta.

 

Um dos elementos que nos permite caracterizar o relevo, é a ALTITUDE . Esta é entendida como a distância em metros, medida na vertical, entre o nível médio das águas do mar e um dado lugar (lugar A).

Conforme a posição do lugar em relação ao nível médio das águias do mar, assim a altitude também pode ser negativa, isto é, quando os lugares se localizam abaixo do nível médio das águas do mar (lugares B e C).

À  medida, na vertical, entre o nível médio das águas do mar e um dado lugar submerso chama-se profundidade (lugar C) .

 

Fonte: Rodrigues, A.; Coelho, J. (2002); “Geografia - Novas viagens”; Texto Editora

 

Os Grandes Conjuntos de Relevo

O relevo caracteriza-se não só pela sua altitude, mas também pela sua morfologia.

Os três grandes conjuntos de relevo são:

As Montanhas - formas de relevo que apresentam uma altitude elevada, cumes rochosos e vertentes de grande declive.

Os Planaltos -  formas de relevo  de altitude elevada, apresentam uma forma aplanada devido a terem sofrido ao longo dos tempos um forte desgaste pelos agentes erosivos o que contribuiu para diminuir a altitude e para suavizar as suas vertentes.

As Planícies - formas de relevo caracterizadas pela baixa altitude, umas resultaram da acção dos agentes erosivos, que aplanaram os relevos antigos, outras formaram-se pela deposição de sedimentos transportados pelos grandes rios - planícies aluviais.

 

À escala Mundial...

Continente

Cadeia Montanhosa

Maior Montanha

Planícies Importantes

Ásia

 Himalaias

Monte Everest 8 850 m

 Siberiana

África

 Atlas

Monte Kilimanjaro 5 895 m

 Rio Nilo/ Rio Congo

América do Norte

Montanhas Rochosas

Monte McKinley 6 194 m

 Central Norte Americana

América do Sul

 Andes

Monte Aconcágua 6 960 m

 Bacia do Amazonas

Oceânia

 Grande Cordilheira Divisória

Monte Kosciusko 2 230 m

 Bacia do Murray-Darling

Antárctida

Montes Transantárticos

Monte Vinson 5 140 m

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À escala Europeia..

É o segundo continente mais pequeno, a seguir à Oceânia, e tem uma área de 10 400 000 km2. Faz parte do bloco continental eurasiático, separando-se da Ásia pelos montes Urais e pelo rio Ural, parte do mar Cáspio e pelas montanhas do Cáucaso. Inclui no seu território as ilhas da Nova Zembla, a Islândia, as ilhas Britânicas, a Córsega, a Sardenha, a Sicília, Creta, Malta e Chipre. As maiores penínsulas são a Escandinava, a Ibérica, a Italiana, a Balcânica e a da Jutlândia.

 

A Europa tem uma altitude média de 340m.

Distinguem-se duas regiões morfológicas: a dos relevos velhos e planícies do Norte e a dos relevos novos e planícies do Sul. Pertencem à primeira região as montanhas desgastadas pelos glaciares durante a última glaciação, como, por exemplo, os maciços montanhosos da Escandinávia, da Escócia e da Irlanda e a Grande Planície Europeia. À segunda região pertencem, entre outros, os Alpes, os Pirenéus, os Cárpatos, a planície do Pó e do Danúbio.

 

Relevos Velhos

Cadeia Montanhosa

Montanha mais alta

 Urais

Gora Narodnaja 1 894 m

 Montes Escandinavos

Galdhopiggen 2 469 m

 

 

 

 

 

 

Fonte: Ribeiro, I., Costa, M. (2006); “Faces da Terra”; Areal Editores

 

Relevos Novos

Cadeia Montanhosa

Montanha mais alta

 Alpes

Monte Branco 4 807 m

 Pirenéus

Pico Aneto 3 403 m

 Balcãs

Musala 2 925 m

 Cáucaso

Elbrus 5 642 m

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

À escala Ibérica...

 

A Meseta Ibérica, um planalto com 650 m de altitude média, ocupa uma posição central, na Península Ibérica, sendo rodeada pela Cordilheira Cantábrica a norte, maciço montanhoso que se estende desde a Galiza até à Cantábrica, o Sistema Ibérico a leste e a Cordilheira Bética a sul.

A Meseta Ibérica encontra-se ainda rodeada de várias planícies costeiras, a maioria das quais de pequenas dimensões. Aquelas que merecem destaque pelas dimensões são a planície do Ebro, a nordeste; a planície de Guadalquivir, a sul; e a planície do Tejo e do Sado, a Ocidente.

A Cordilheira Central, também designada por Sistema Central Divisório, corresponde a um grande conjunto montanhoso que atravessa parte significativa da Península Ibérica longitudinalmente (Nordeste-Sudoeste), estendendo-se por algumas centenas de quilómetros entre Portugal e Espanha. Em Portugal, a Serra da Estrela corresponde a uma parte da Cordilheira Central.
 

Fonte: Mota, R.; Atanásio, J. (2005); “GEOAtlas”; Plátano Editora

 

Devido a todo o relevo possuir uma orientação Nordeste - Sudoeste, a esmagadora maioria dos rios da Península correm de leste para oeste, para o Atlântico: o Douro, o Tejo, o Guadiana e o Guadalquivir são os exemplos de maior envergadura. No entanto, existem alguns rios que correm de oeste para leste, desaguando no Mediterrâneo. O Ebro é o único rio de grande envergadura a servir de exemplo.

 

 

À escala Nacional...

O estudo do relevo de Portugal é importante para mais facilmente compreendermos os contrastes existentes no nosso País.

Deste modo o Norte do país é mais acidentado e com altitudes médias mais elevadas, predominando serras e planaltos entalhados por vales profundos.

O sul, de relevo mais suave e altitudes médias mais baixas, com raras serras e apresentando suaves ondulações.

No litoral predominam extensas planícies de que se destaca as bacias do Tejo e Sado.

O interior, sempre mais acidentado, é onde predominam as serras e os planaltos.

Mapa Hipsométrico

Fonte: Mota, R.; Atanásio, J. (2005); “GEOAtlas”; Plátano Editora

 

Algumas das Serras em Portugal Continental:

Serra da Estrela 1 993 m

Serra do Gerês 1 554 m

Serra do Marão 1 415 m

Serra  de São Mamede 1 205 m

Serra de Monchique 902 m

Serra do Caldeirão 577 m

Serra de Sintra 528 m

 

Principais Planícies em Portugal Continental:

Planície Ribatejana

Planície Alentejana

 

Onde encontramos a altitude mais elevada de Portugal, é no Arquipélago dos Açores, na ilha do Pico  com cerca de 2 351 m de altitude .

No arquipélago da Madeira, por sua vez temos o Pico Ruivo com 1 861 m de altitude.

Mapa Topográfico

Fonte: http://www.skimountaineer.com/ROF/ROF.php?name=Pico

 

Para representar as diferentes altitudes da superfície terrestre servimo-nos das CURVAS DE NÍVEL - linhas que unem pontos de igual altitude.

Os mapas topográficos e os mapas hipsométricos, representam o relevo por curvas de nível.

Nos mapas topográficos representam-se todas as curvas de nível onde as diferenças de altitude entre duas curvas de nível consecutivas é sempre igual  (equidistância).

Nos mapas hipsométricos o relevo é representado utilizando cores diferentes entre curvas de nível. Os tons azuis para a profundidade (no mar) e os tons verdes e castanhos para a altitude positiva (no continente).

 

 

Fonte:  Morgado., P.; Faculdade de Letras -Universidade de Lisboa

 

 

 

As Principais Formas de Relevo

Uma das formas de podermos interpretar o relevo num determinado lugar, é através da construção de perfis topográficos.

 

  

 

Através da sua construção torna-se mais fácil analisar com rigor a irregularidade do terreno.

 

 

 

Dinâmica do Litoral

Litoral é a área de influência directa ou indirecta da acção do mar.

 

Neste espaço de inter-relação entre as áreas terrestre e marinha, a influência humana tem hoje um importante papel, já que as áreas litorais são as mais densamente habitadas, albergando cerca de 80% da população mundial em apenas 500 000 km de comprimento.

 

Portugal possui cerca de 1450 km de costa e mais de metade da população portuguesa vive em concelhos do litoral.

É também no litoral que se situam a maior parte das indústrias, devido às disponibilidades hídricas, à facilidade de transportes (melhores vias rodoviárias, acesso a portos de escoamento de produtos e de entrada de matérias primas) e à proximidade dos maiores centros económicos.

Fonte:  Rodrigues, A., Coelho, J.; (2006)"Viagens"; Texto Editores

Embora o litoral Português seja dominado essencialmente por praias, existem áreas de costa predominantemente rochosa, como a costa a norte de Espinho, Estremadura Meridional, Sudoeste Alentejano e Barlavento Algarvio.

Constata-se assim que, em Portugal, o tipo de costa não é uniforme. Algumas formas resultam da predominância da erosão marinha e outras da acumulação de sedimentos.

A erosão marinha manifesta-se, geralmente, com grande intensidade onde predomina a costa alta, rochosa e escarpada (arribas). Nas áreas de costa baixa, o trabalho erosivo do mar é menos intenso, procedendo à trituração e arredondamento dos sedimentos litorais, formando as praias, resultante da acumulação dos sedimentos litorais.

 

Qual o Papel da Acção Erosiva do Mar na Evolução do Litoral?

O mar, agente erosivo de grande poder, actua em três fases: erosão, transporte e acumulação. O mar exerce erosão porque  as ondas actuam fortemente contra as rochas, desagregando-as. Contudo, o papel primordial é a ABRASÃO - erosão mecânica das ondas e das marés contras as rochas -, levada a cabo com o material arrancado à costa e novamente atirado contra ela.

Fonte:  Gomes, A., Boto, A.; (2006).; "Fazer Geografia"; Porto Editora

 

Este desgaste provoca um escavamento no sopé das arribas, que , sem apoio, se vão desmoronando. Assim, a arriba vai recuando, desenvolvendo-se, assim, uma plataforma de abrasão que fica a descoberto na maré baixa.

 

Quais as principais formas de relevo litorais?

As que resultam da erosão:

* Plataforma de abrasão

* Arriba

* Arriba Fóssil

* Cabo

* Baías/Enseadas

As que resultam da acumulação:

* Praia

* Cordão litoral/Restinga

* Laguna/Ria/Haff Delta

* Tômbolo

 

Fonte:  Gomes, A., Boto, A.; (2006).; "Fazer Geografia"; Porto Editora

 

Quais as diferentes utilizações que o ser humano faz do litoral?

Desde sempre, os países banhados pelo mar têm no litoral um recurso muito importante na medida em que, associadas a ele, surgiram importantes actividades como a pesca, a extracção de sal, a indústria, o comércio, o turismo, entre outras.

Desta forma, as várias actividades atraíram a população para o litoral, o que levou à intensificação da acção humana, que se manifesta por diversas intervenções mais ou menos próximas da linha de costa, e que contribuem para alterar o aspecto do litoral.

 

Os Riscos Efectivos/ As Ameaças Eminentes no LITORAL

Quando não há a preocupação de preservar as condições naturais do litoral, estas intervenções humanas geram impactos que, na maior parte das vezes originam conflitos entre o desenvolvimento económico e o ambiente.

 

* A erosão da costa rochosa, provocada principalmente pela acção abrasiva do mar, o que contribui para o recuo da linha de costa e consequente diminuição das praias, podendo mesmo ocorrerem acidentes que lesem a vida humana.

* A pressão urbanística, resultante do turismo que invade os espaços litorais, pode ocasionar problemas relacionados com a destruição do cordão dunar; dificuldades na movimentação de areias, interrompendo assim o ciclo natural da deposição e do transporte destas pelo mar; A poluição das águas do mar e das praias, através dos efluentes domésticos.

* A instalação de fábricas junto ao litoral pode, se não for acautelado o tratamento dos seus efluentes, provocar a degradação ambiental dessas áreas pela libertação de fumos, águas contaminadas e resíduos de vária ordem.

* A extracção de inertes, que diminui a sedimentação no litoral; recuo da linha de costa e consequente diminuição das praias.

* A extracção petrolífera, que pode provocar graves problemas de poluição na área costeira.

 

Como proteger o Litoral?

Para proteger o litoral português é fundamental a elaboração de planos de ordenamento da faixa costeira, cujas acções incluam a recuperação das dunas, a estabilização das arribas, a construção de esporões e de paredões de protecção das praias, a alimentação artificial das praias, assim como a proibição de construção nas áreas de risco.

 

Dinâmica de uma Bacia Hidrográfica

A principal característica dos rios é terem apenas um sentido, encosta abaixo através do seu leito (a superfície sobre a qual escoa a corrente de agua).

Os rios têm origem numa nascente, seguem as linhas de maior declive, formando um canal de escoamento e vão ganhando força quando os afluentes se juntam e o caudal (quantidade de água que passa por uma determinada secção, em cada segundo) aumenta, dando origem a cursos de água mais largos.

Mas até chegar aos leitos dos rios, a água percorre todo um importante caminho...

Ciclo da Água

 

E o que acontece quando a água chega à superfície terrestre?

Escorrência Mínima

Infiltração Máxima

Superfície com areia

Menor Escorrência

Maior Infiltração

Superfície com Vegetação

Maior Escorrência

Menor Infiltração

Superfície sem vegetação

Escorrência Máxima

Infiltração Nula

Superfície com pavimento

 

Outro factor que influencia a escorrência das águas na superfície terrestre é o declive.

Quanto maior for o declive, maior será a velocidade da água ao longo das vertentes.

 

A escorrência da água está dependente deste modo de vários factores:

*Da maior ou menor permeabilidade da superfície terrestre

*Do relevo mais ou menos acidentado.

* Da densidade da vegetação

* Do clima (da distribuição da precipitação ao longo do ano, que é a principal responsável pela variação do caudal dos rios).

Nas regiões de regime irregular, como resultado das oscilações do caudal, o leito do rio pode apresentar extensões diferentes ao longo do ano

Os diferentes tipos de leito estão associados a situações de:

CHEIA, que habitualmente ocorre em períodos do ano de concentrada precipitação, em que o rio transborda das suas margens, inundando as áreas próximas e ocupando o seu leito de inundação.

ESTIAGEM, quando a precipitação escasseia e a evaporação aumenta, fazendo com que o caudal dos cursos de água diminua, ficando o leito reduzido ao leito de estiagem ou mesmo se extinga por completo.

Os rios estão organizados em Redes Hidrográficas, que é o conjunto de cursos de água constituído por um rio principal, afluentes e subafluentes (tributários)

A rede hidrográfica, por sua vez drena uma Bacia Hidrográfica, que compreende toda a área drenada pelo rio principal e seus tributários (afluentes e subafluentes).

 

À medida que o declive diminui e que o caudal aumenta, o rio vai alargando e começa a serpentear até à foz, que pode assumir a forma de delta ou de estuário.

 

Quais são os elementos topográficos associados a uma bacia hidrográfica?

Fonte: Ribeiro, I., Costa, M., Carrapa, M.2006); “Faces da Terra”; Areal Editores

 

Os rios modelam a paisagem criado formas de relvo muito diferentes na superfície que atravessam.

No seu percurso, desde a nascente até à foz, o rio desenvolve um trabalho de desgaste dos terrenos por onde passa, de transporte dos materiais arrancados e de acumulação desses materiais. em planícies aluviais.

Este processo designa-se de EROSÃO FLUVIAL

 

O curso de um rio, desde a nascente, até ao momento em que a sua água se  mistura com a água do mar, pode ser comparado à história de uma vida, dividindo-se em três fases: juventude, maturidade e velhice.

Na fase inicial ou de juventude, no curso superior, os rios correm geralmente entre montanhas, o declive dos terrenos é acentuado e a força das águas é muito significativa. Assim, o desgaste na vertical é acentuado e os vales apresentam vertentes abruptas: são os vales em V fechado. Nesta fase podem surgir cataratas e rápidos.

Fonte: Ribeiro, I., Costa, M., Carrapa, M.2006); “Faces da Terra”; Areal Editores

Na fase de maturidade, no curso médio, o declive do terreno não é tão acentuado, o desgaste faz-se na horizontal alargando o leito do rio, forma-se vales mais abertos: são os vales em V abertos.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Ribeiro, I., Costa, M., Carrapa, M.2006); “Faces da Terra”; Areal Editores

 

Na fase de velhice, no curso inferior, o rio perde velocidade e dá-se a deposição dos materiais (aluviões) que o rio transportou durante o seu percurso, forma-se vales em caleira aluvial, de fundo largo e plano.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Ribeiro, I., Costa, M., Carrapa, M.2006); “Faces da Terra”; Areal Editores

Quando o rio atravessa uma planície pode desenvolver curvas chamadas MEANDROS. Estes surgem porque o rio desgasta as margens côncavas e acumula os sedimentos nas margens convexas.

 

Os DELTAS formam-se geralmente em locais onde as marés e as correntes marítimas têm pouca força. A escassa força das águias do mar faz com que a corrente vá depositando os aluviões junto à foz, construindo um depósito de sedimentos de forma triangular.

 

Os ESTUÁRIOS formam-se em locais onde a força das marés e das correntes marítimas é intensa. A água arrasta os aluviões até zonas muito afastadas da foz e deposita-os no fundo do oceano.

 

Como é feita a utilização do solo de uma bacia hidrográfica pelo ser humano?

Fonte: Rodrigues, A., Coelho, J., (2006): “Viagens”; Texto Editores

São inúmeras as utilizações que o ser humano realiza no solo das bacias hidrográficas.

A acção erosiva dos rios é o principal agente de transformação das bacias hidrográficas, no entanto o ser humano também pode contribuir para alterar a sua evolução natural de várias formas.

* Construção de diques e barragens, modificando assim o leito dos rios e regularizando o seu regime.

* Descuidando a protecção das florestas e facilitando a ocorrência de incêndios que destroem a vegetação, contribuindo para diminuir a infiltração e aumentar o escoamento superficial que se reflecte no caudal dos rios.

* Construindo nos leitos de inundação ou canalizando linhas de água, diminuindo a sua capacidade de escoamento.

* A poluição provocada pelo lançamento dos esgotos domésticos, industriais e os resultantes das actividades agricolas, nos rios contribui para aumentar a poluição dos cursos de água.

 

Quais os impactos numa bacia hidrográfica resultantes da construção de uma barragem?

Barragem Castelo de Bode

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VANTAGENS
DESVANTAGENS
Produção de energia Hidroeléctrica
Submergirem campos com boas aptidões agrícolas
Abastecimento de água
* Uso doméstico
* Agricultura (aumento da área irrigada)
* Indústria
 
Reterem os sedimentos dos rios, que deixam de fertilizar os solos
 
Constituição de Reserva Hídricas
* Períodos de caudal de estiagem (secas)
Aparecimento de sais provenientes da evaporação da água
Regularização dos Caudais
* Prevenir Cheias
* Amenizar as secas
Impactes na fauna e na flora locais
Aproveitamento das Albufeiras para fins turísticos
Povoações submersas, provocando a deslocação da população

 

 

Como Evitar a degradação das Bacias Hidrográficas?

 

Os Problemas
As Soluções
Indústria
* Resíduos industriais tóxicos
Construção de ETAR
* Estações de tratamento de águas residuais
Agricultura
* Uso de adubos químicos azotados, pesticidas ou outros produtos químicos.
Actividade Industrial
* Modernas tecnologias
* Reciclagem das suas águas residuais
Pecuária
* Envio de dejectos não tratados dos animais
Agricultura
* Na rega, a irrigação controlada, permitem um aproveitamento racional da água.
Actividade Mineira e Produção Energética
* Contaminação dos recursos hídricos
O Ordenamento do território
* Planos de bacias Hidrográficas (PBH)
Crescimento Urbano
* Lançamento dos esgotos domésticos
Pelas nossas acções!
* Racionalização dos consumos
* Pela contenção dos desperdícios